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Coisa que só Homer é capaz de entender |
Sou a favor das duas manifestações sensações do momento: os protesto da USP e pela defesa dos Royalties do petróleo do Rio de Janeiro. Porém uma coisa me incomodou.
Os protestos da USP nasceram da espontaneidade dos alunos contra uma situação opressiva que revive os áureos tempos da Ditadura Civil-Militar e sofreram energicamente a repressão do Estado; e recebe fortes críticas reacionárias na mídia e do senso comum. A outra manifestação que incide sobre a receita do Estado do Rio, não foi espontânea da população e sim fomentada pelo Estado e com organização. Não dá para nem chamar essa última de protesto, ou alguém acredita em protestos onde se tem trio elétricos tocando axé, sertanejo e música eletrônica, no meio do dia no centro da Cidade, atrapalhando todo o trânsito. Ué, peraí, e se não fosse uma manifestação do Estado o que a população diria? Se fossem aluno reclamando da presença de uma Polícia truculenta e opressora dentro do seu campus, o que seriam? MACONHEIROS! E se fosse Professores exigindo que seus salários fossem elevados para o mínimo que é determinado pelo MEC? VAGABUNDOS! E bombeiro reivindicando melhores condições de trabalho? DESORDEIROS! Se fossem árabes protestando contra o imperialismo dos EUA e o Nazi-sionismo de Israel? TERRORISTA e MALUCOS! Mas ir atrás de um trio elétrico, aplaudir o Governador, ter respaldo da Polícia, balançar uma bandeira do PMDB (é, PMDB somente numa manifestação dessas), eu sou legal? E existe protesto legal (de legalizado)?
Obs.: Agradeço ao vídeo da palestra de Noam Chomsky - Moralidade Distorcida, indicado por Marcelo Biar, que ajudou a clarear as ideias para essa postagem.